CHAMINÉS: SABER ESCOLHER É FUNDAMENTAL PARA O AMBIENTE
A combustão, e a consequente libertação de energia calorífica, do nosso dia-a-dia a todos os níveis: desde a produção da energia ao aquecimento de água para o nosso banho diário, à incineração de resíduos domésticos ou industriais.


O aproveitamento da energia, a escolha do combustível mais rentável ou o tipo de câmara de combustáo são elementos primários e que, por tal facto, se encontram já bem estudados e investigados no sentido da optimização.
É actual juntar a estes elementos um outro que também faz parte do nosso dia-a-dia; mais, faz parte da nossa vida, ou melhor, da nossa qualidade de vida especialmente em termos futuros - o ambiente.
Tem a ver directamente com o ambiente a correcta evacuação dos gases da combustão, matéria em legislação não só a nível nacional como europeu.
O veículo dos gases de combustão é a chaminé, que por isso mesmo se reveste de cada vez maior importância, pois que, se por um lado interfere na própria combustão, intervém também na durabilidade do sistema e na forma de lançamento dos gases na atmosfera.
Isto é, a chaminé tem que favorecer a combustão, sem ser elemento anti-económico e sem prejudicar o ambiente não só em termos de qualidade como em termos estéticos.
Bem, fica reservado, afinal de contas, um papel bem mais importante do que à primeira vista parece, à chaminé.
Então, a chaminé deve ser um elemento técnico, económico e de elevada qualidade e durabilidade, estético e não poluente.

A componente técnica tem a ver com o correcto dimensionamento que não faz, no momento, parte do nosso assunto.
A economia/qualidade/durabilidade, tem a ver directamente com os materiais e a forma de construção da chaminé.
Este é, sem dúvida, o ponto polémico da questão, dado tratar-se de um elemento não mensurável e com grande carga subjectiva: afinal de contas, só com base em elementos recolhidos e, portanto, experimentados, podemos ter noção do tempo de duração de determinado produto e dai, em função do seu preço, concluirmos se se trata ou não de um elemento mais ou menos económico do que um outro com o qual estamos a comparar.
Daí que devemos servir-nos, tanto quanto possível, da normalização de processos de fabrico e de produtos, de forma a termós a garantia de que, pelo menos, há algo com que podemos contar.
Aqui deve também intervir a garantia oferecida pelo próprio fabricante da chaminé. Afinal, quem melhor do que ele para demonstrar sob que normas fabrica, que matérias-primas utiliza e a que normas obedecem os seus produtos?

A componente estética, enfim, será a sua integração na paisagem, ou no meio.
Este é também um parâmetro por demais subjectivo e variável não só de área para área como de pessoa para pessoa.

Não poluente. Não poluente quer de forma activa quer de forma passiva. Isto é, por um lado não ser composta de elementos que agridam o ambiente quer na sua forma estética quer de qualidade: e, por outro, não provocar poluição.

Em resumo, o que se pretende é uma chaminé bem dimensionada, produzida segundo normas bem definidas e aprovadas por organismos responsáveis, em materiais de longa duração, económica, facilmente enquadrável na região, com capacidade para lançar, de forma controlada e calculada, os gases de combustão na atmosfera.
Como já referimos, o dimensionamento da chaminé é assunto que não faz parte deste artigo. Deixemos isso para os técnicos, para os fabricantes ou para os distribuidores, pois esses, sim, têm o conhecimento para poder indicar qual a secção da chaminé, em função de todos os outros elementos, como potências em jogo, combustível utilizado, desenho da chaminé, localização, temperaturas, etc.

Relativamente aos materiais utilizados, está cada vez mais a cair em desuso a chaminé em alvenaria em favor da chaminé em aço inox. Esta, tem a vantagem de poder ser fabricada em série e, por isso, ensaiada e testada antes de ser utilizada e bem assim estudada e aperfeiçoa-da gradualmente.
Na qualidade do aço, há também algo a referir, o fim a que se destina; e para condutor de gases de combustão em geral, sem a preocupação de que, por se tratar deste combustível, se deve utilizar aquele aço e para o outro combustível se deve usar um outro aço.
Desta forma, o aço AISI 316 é o que oferece maior garantia seja qual for o combustível utilizado.
O fabrico em série permite também que a própria montagem no local seja preparada com mais detalhe e obedecendo a um plano pré-determinado, de onde também resulta economia.
Aliás, a montagem da chaminé deve ser de tal modo simples que dispense a utilização de mão-de-obra especializada.
A chaminé em aço inox, produzida em série, apresenta ainda a vantagem de o seu acabamento ser de qualidade, bem como o seu aspecto final, pelo que é facilmente enquadrável em qualquer local.
A forma como lança os produtos de combustão tem a ver com a velocidade de passagem dos mesmos na chaminé, a sua velocidade de saída, a sua temperatu-ra e a altura da chaminé.
A velocidade, quer de passagem quer de saída, encontram-se regulamentados e em muitos países da Europa não deve ser inferior a seis metros por segundo. A temperatura de saída deve ser tão alta quanto possível, de modo a aumentar a fluidez, a eliminação de bactérias e facilitar a dispersão dos resíduos da combustão, pelo que a chaminé deve ser sempre isolada, normalmente com lã mineral, e protegida exteriormente com aço inox, este do tipo AISI 304, pois apenas terá que resistir à intempérie. O revestimento exterior, nalguns fabricantes, pode ser outro que não o aço inox, e mesmo este, nalguns casos, admite pintura.

Concluindo, recomenda-se a escolha muito criteriosa da chaminé, que deve ser de fabrico de série, em aço inox AISI 316 no interior, isolada com lã mineral de preferência de densidade constante, com elevada resistência térmica e revestida ou protegida exteriormente com aço inox AISI 304.
O seu dimensionamento deve ser feito por técnicos habilitados para o efeito, e é de todo aconselhável recorrer a fabricantes que ofereçam garantia dos seus produtos.
Como exemplo de um fabricante de chaminés em aço inox temos a SELKIRK, companhia inglesa, pertencente a um grupo americano e pioneira e líder mundial neste tipo de produtos, com fábricas no continente americano e europeu, nomeadamente na Inglaterra e na Alemanha.
Deste fabricante podemos encontrar vários tipos de chaminé dos quais destacamos:
SW -Chaminé em aço inox, parede simpIes.
SM -Chaminé em aço inox isolada e revestida para qualquer combustível. É a chaminé mais largamente aplicada, pois alia uma elevada qualidade a um baixo preço e uma extrema facilidade de montagem.
EUROPA -Chaminé em aço inox, de parede dupla, podendo ser ou não isolada com lã mineral. Permite temperaturas e pressões altas, pelo que pode ser aplicada nos mais variados fins: evacuação de gases de combustão de caldeiras, incineradores, grupos autogéneos, etc., extracção de fumos, cozinhas, lavandarias, condutas de lixos e outros.
IL -Utilizada individualmente em esquentadores ou pequenas caldeiras atmosféricas, em parede dupla sendo de alumínio no interior, e zalulite no exteri- or.
SC -Utilizada para a ligação de vários esquentadores ou pequenas caldeiras atmosféricas, também de parede dupla, com alumínio no interior e zalutite no exterior. A sua forma de ligação é compatível com a SM.


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